segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Por que sumi e por que voltei



Esta blogueira que vos fala anda desanimada em escrever aqui. Na verdade, tenho procurado esquecer que sei muito sobre uma doença tão nefasta quanto a endometriose. Tenho andado feliz com a minha condição de mulher que está sem menstruar desde dezembro, portanto sem sentir cólica, sem lembrar de como achava que a cada sangue a doença avançava. Ficar sem menstruar, para uma mulher endo, é como ganhar o prêmio principal do bingo.

O motivo da suspensão da regra (lembra que nossas mães diziam "as regras de fulana vieram"?): entre outubro e novembro, uma dorzinha me incomodava na altura do ovário direito, o único que me restou. Fiz exames e estava lá um cisto de 5 cm. Cisto é uma coisa que muita gente tem e nem sabe, de tão normal que é. Mas, numa barriga tão mexida quanto a minha foi nessa vida, qualquer objeto estranho ali detectado vai causar dor. Fato. Só que o pior desse cisto inconveniente nem era a dor, fichinha se comparada com a que me fez operar em julho de 2011. O problema é que esse cisto impede a ovulação. Quer dizer, a pessoa aqui já quase não ovula e ainda chega esse senhor aí para piorar tudo. A medida foi tomar três meses de Gestinol ininterruptamente, para tirar o maldito cisto do ovário. E, como você sabe, pílula direto suspende a menstruação.

Pois bem, dias felizes tenho tido com a minha saúde. Tirando os efeitos colaterais da pílula, que sempre foram muito fortes em mim, como enjôos e inchaços, é maravilhoso não menstruar. Melhor ainda é saber que o tal cisto está indo embora.
Mas, como acidentes de percurso acontecem, e eu sou dada a eles, aconteceu que comecei a sangrar, mesmo tomando o remédio. Semana passada, o médico mandou suspender a pílula por três dias, porque esse sangramento era sinal de que a menstruação queria descer de qualquer jeito. Então tá, né? Com ela voltou a minha insatisfação, o meu incômodo e a vontade de escrever de novo aqui. Mas tudo bem, não vou me abalar, afinal de contas é quase carnaval e ainda falta uma cartela de Gestinol. Estou tranquila, sem ansiedade.

E já que voltei, clique aqui e ouça a matéria, bem legal aliás, da rádio CBN, falando que cólica progressiva e dor na relação sexual são sintomas de endometriose.

Prometo que farei um exercício para não associar mais a escrita nesse espaço aos meus momentos tristes e mestruais.

Até breve!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

As próximas gerações agradecem

Acabo de chegar de exames médicos e me deparo com essa que parece ser uma boa notícia. Nada de conclusivo, mas uma luz no fim do túnel para as netas de vocês, caras leitoras. Porque um dia endometriose vai ser doença das amigas da vovó.
Vejam:
 
Especialista do Fertilitat publica pesquisa inédita sobre endometriose
 
A especialista Rafaella Petracco espera que o estudo possa ajudar a entender melhor a doença que acomete tantas mulheres inférteis.
 
A endometriose atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, sendo uma doença caracterizada pela presença de tecido endometrial, que reveste o útero internamente, fora da cavidade uterina. A causa exata da enfermidade ainda é desconhecida. A hipótese mais aceita para entender como a doença é causada seria a migração de células endometriais para a cavidade abdominal pelas trompas de falópio durante a menstruação. Os locais mais comuns de implantação são os ovários, trompas de falópio, superfície externa do útero e septo reto-vaginal, entre a vagina e o reto. Outras teorias sugerem alterações do sistema imunológico e mesmo uma herança genética. A paciente com endometriose pode sentir dor pélvica frequente e/ou durante a relação sexual, além disso, pode ter queixas urinárias e intestinais. No entanto, um dos principais sintomas da endometriose é a dificuldade para engravidar.
 
Recentemente, a especialista em Reprodução Humana do Fertilitat - Centro de Medicina Reprodutiva, Rafaella Petracco, publicou uma pesquisa inédita sobre o tema em conjunto com a Universidade de Yale (EUA). O estudo foi publicado pela revista norte-americana Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism e verificou a presença de um microRNA (que são pequenas porções de RNA) em pacientes com endometriose, que está relacionado com o gene HOXA10. “Este gene está relacionado com implantação embrionária e está diminuído em pacientes com endometriose. Acredita-se que este seja um dos motivos para que as pacientes com endometriose tenham menores taxas de implantação."

 
“O que vimos foi que o microRNA 135, pesquisado no estudo, está aumentado em pacientes com endometriose e regula o gene HOXA10, podendo ser responsável pela diminuição deste nas pacientes com endometriose”, afirma a especialista. “Todas essas pesquisas são a nível biomolecular, por enquanto não há nada clínico, por isso ainda não temos como aplicar de forma prática”, adianta. “Esperamos que este tipo de pesquisa no futuro possa ajudar no melhor entendimento da fisiopatologia desta doença que acomete tantas mulheres inférteis e, conseqüentemente, aprimorar o tratamento”, almeja Rafaella Petracco. O trabalho foi apresentado pela médica durante o 67º Congresso Anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Orlando, ocorrido em outubro deste ano.
 
Rafaella Petracco atualmente atua no Fertilitat, sendo especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal de Ciências da Saúde - Complexo Hospitalar da Santa Casa de Porto Alegre. Post Doctoral Research Fellow pela Universidade de Yale (EUA). Fellow do Instituto Valenciano de Infertilidade, Valência (Espanha).
 
O Fertilitat é pioneiro no campo da reprodução assistida no Rio Grande do Sul e no Brasil. É resultado do trabalho da clínica o nascimento do primeiro bebê de proveta do Estado e do primeiro bebê de congelamento de óvulos por técnica lenta do País. Ao todo, mais de 2,5 mil crianças já vieram ao mundo por meio do trabalho da clínica, que possui 20 anos de experiência.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Depois que casar passa?

Um bom começo de semana para esse blog. O debate sobre endometriose já chegou ao rádio, mídia mais popular que a televisão. E, melhor ainda, chegou à Rádio Globo, uma rádio popular e de grande alcance.

Ouça por aqui.

O curioso: em um determinado momento da entrevista, o médico da Unifesp diz que antigamente costumava-se dizer que a mulher só tinha cólicas até o casamento. Algumas avós costumavam dizer "Cólicas? Ah, depois que casar passa!" Não foi o caso da minha avó, ainda bem, até mesmo porque era uma mulher à frente de seu tempo, contra o casamento como principal objetivo de vida da mulher.

A lógica desse reciocínio era de que, após iniciada a vida sexual da mulher, as cólicas sumiriam. Se ainda assim não sumissem, após a primeira gravidez seria batata!

Pois bem, eu ouvi isso de uma ginecologista que tive em Vila Isabel, Rio de Janeiro, em 2005 e 2006: "Cólicas fortes? Ah, que nada. É porque você ainda não teve filhos. Depois que tiver vai passar."

E aqui estou eu, com quase 36 anos, sem filho, sem trompa, sem uma parte do intestino e quase sem reserva ovariana. Com a  triste lembrança de ter ouvido esse absurdo de uma médica e com a infeliz consciência de que, já com endometriose naquela época, muita coisa poderia ter sido evitada se a doença tivesse sido diagnosticada.










quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Deixar para engravidar depois dos 30 anos pode causar problemas de infertilidade

Está comprovado por dados preliminares do Censo. O aumento de mulheres com problemas de infertilidade pode estar diretamente ligado ao hábito moderno de postergar os planos de maternidade para depois dos 30 anos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que as brasileiras estão tendo menos filhos, em nome de realização profissional. Porém o preço a pagar é alto: problemas de saúde que impedem a gravidez tardia. A solução acaba sendo a reprodução assistida, tema da edição do programa Mais Você, da TV Globo, que foi ao ar dia 11/11.

No Censo 2000, mulheres de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos eram as que engravidavam mais (8,8% e 29,3% da fecundidade entre todas as idades). Agora, mulheres dessas mesma faixas etárias estão com 17,7% e 27% do total. Já as balzacas, mulheres de 30 anos de idade, cresceram na participação, passando de 27,6% para 31,3%, entre o Censo 2000 e o Censo 2010.

E são essas as mulheres que correm o risco de desenvolver endometriose, já diagnosticada em 50% das que estão em idade fértil, segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Ginecológica e Endometriose.

E atenção: diabetes, estilo de vida estressante, hipertensão e surgimento de miomas são outros problemas que podem dificultar a gestação em mulheres maduras.

DICA DO BLOG: Se algum dia você quer ser mãe, adiante-se. O universo consumista prega que você deve comprar tudo (carro, casa, viagens, prazer, poder, estatus e ascensão profissional) antes de gerar uma vida. Só esqueceram de programar o seu corpo para esperar. E o que você vai levar dessa vida? A experiência da maternidade provavelmente não tem preço. Conviver com a infertilidade dói. Pense nisso.

Fonte: SRZD

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mestranda tenta decodificar genes de mulheres-endo

Bom dia e boas notícias!

Em primeiro lugar, saiu o resultado do Hormônio Anti-Mülleriano: 0,27. Eu tinha escrito errado aqui o resultado anterior. Era 0,26. Ou seja, após a cirurgia, o improvável - uma leve, porém significativa, evolução na reserva ovariana.

Agora é partir pra Fertilização em Vitro, a FIV.

Alguém tem uma boa sugestão de FIV gratuita em São Paulo?

Outra boa notícia está no Jornal do Grande ABC de hoje, dia 16/11.
Veja:

Grande ABC tem 2.760 projetos de pesquisa
Por Angela Martins - Diário do Grande ABC

Sete das maiores universidades da região mantêm atualmente 2.760 projetos de pesquisa científica em andamento, em todas as áreas do conhecimento, como ciências biológicas, exatas e humanas. Importante polo de produção, o Grande ABC serve como celeiro de ideias inovadoras e que trazem novos olhares para indústria e sociedade.

"A demanda de projetos que vemos hoje nas universidades é muito grande e a possibilidade de crescimento dessa produção é alta", destaca o pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal do ABC, Klaus Werner Capelle. Com aproximadamente 1.000 pesquisas, a instituição preza pela liberdade na escolha de temas. "Entendemos que a melhor forma de liberar a criatividade dos nossos professores e alunos é impor o mínimo de restrições. Nossa ênfase é interdicisplinar e não se limita a uma área do conhecimento", explica.

A alta produção, no entanto, esbarra na falta de infraestrutura da UFABC. Com dois campi em construção, falta espaço físico para aumentar o volume de estudos. Apesar disso, o estímulo é para que novos projetos sejam iniciados. "Nossa universidade é a única do País que exige em edital a contratação exclusiva de professores com doutorado e perfil de pesquisador. Isso estimula os estudantes a se aventurar pelo campo da pesquisa.

(...)

No campo da pesquisa genética, a estudante de mestrado da FMABC Fernanda Abani Mafra, 23, busca decodificar os genes de mulheres portadoras de endometriose - doença ginecológica bastante agressiva, caracterizada pelo crescimento de endométrio fora da cavidade uterina - para melhorar o tratamento.

"Descobrimos que a telomerase, enzima localizada no final de cada cromossomo, se comporta como célula cancerígena nas mulheres com a doença. Esse mapeamento permitirá, por exemplo, descobrir quais mulheres que, se operadas, conseguirão gerar filhos sem a necessidade de inseminação artificial. Isso economizaria tempo e dinheiro dos cofres públicos", destaca.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Injeção de aspirina será testada contra endometriose

Então vamos ver a quantas andam as pesquisas sobre essa íntima dor que é a endometriose.

Foi notícia no dia 16 de outubro, mas vale a reprodução neste espaço:

São Paulo (AE) - Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) estão testando, de maneira experimental, o uso de injeções de ácido acetilsalicílico - a popular aspirina - no tratamento de endometriose. A endometriose é uma doença ginecológica crônica, que ocorre quando o endométrio (tecido que reveste o útero) se estabelece fora do local - como na cavidade abdominal ou no intestino, causando fortes dores e dificuldades para engravidar. Atinge, em média, cerca de 15% das mulheres em idade fértil. A pesquisa está sendo conduzida pelo professor Rogério Saad Hossne, do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Unesp. Antes de começar a avaliar o uso de aspirina em endometriose, Hossne já havia testado a eficácia da droga em outros modelos experimentais. "Já tínhamos observado, em outras pesquisas, que a aspirina promove uma destruição do tecido. Essa necrose é absorvida pelo próprio organismo e no local fica apenas uma cicatriz", afirmou o pesquisador.

Hossne então decidiu avaliar se a aspirina promoveria o mesmo efeito na endometriose de coelhas. Selecionou 40 animais: 20 receberam o medicamento e 20 foram separados para o controle. Como coelhas não têm endometriose espontaneamente, o pesquisador precisou induzir a doença. Para isso, coletou um pedaço do endométrio de cada uma e o fixou na cavidade abdominal dos animais.

Trinta dias depois, os pesquisadores observaram que o foco de endometriose havia crescido e estava medindo cerca de 1 cm. Então, parte das coelhas recebeu aspirina ou soro fisiológico no foco da lesão um dia depois e a outra metade recebeu o mesmo tratamento dez dias depois. Segundo Hossne, tanto no grupo de coelhas que recebeu aspirina um dia depois quanto no grupo que recebeu a droga dez dias depois, o tamanho do foco de endometriose reduziu entre 50% e 60%. No mesmo período, as coelhas que receberam soro fisiológico mantiveram o foco da endometriose do mesmo tamanho.

BOAS PERSPECTIVAS
"Observamos uma redução significativa do tamanho do foco nas coelhas que recebeu aspirina. Esse resultado abre perspectivas para testarmos a técnica em mais um modelo animal para depois testarmos os benefícios em mulheres", afirma Hossne. Hoje em dia, o tratamento da endometriose é medicamentoso - com remédios para reduzir as dores e evitar o crescimento dos focos da doença E também pode ser cirúrgico, em casos mais graves, quando há mais tecido fora do útero e relatos de dores muito fortes. A ideia de Hossne é encontrar uma outra via de tratamento, que não seja cirúrgico.

Apesar de os resultados em coelhas serem positivos, Hossne diz que outras etapas precisam ser cumpridas para testar a técnica em mulheres. O próximo passo da pesquisa será repetir o estudo em porcas e, em um ano, em mulheres. "A dificuldade com seres humanos é que os focos de endometriose geralmente estão escondidos, o que torna mais difícil chegar até eles", diz o pesquisador.

Para Maurício Abrão, responsável pelo setor de endometriose do Hospital das Clínicas de São Paulo, os resultados aparentemente são promissores. "O grupo que está pesquisando é bastante sério. Além disso, existe uma corrida no mundo todo para descobrir novos métodos terapêuticos para tratar a endometriose. Os resultados desse estudo abrem caminhos, mas ainda deve demorar para estar na prática clínica", diz Abrão.

Fonte: Tribuna do Norte (16/10/2011)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dilma reafirma em Nova York que saúde da mulher é prioridade de seu governo

Brasília – Ao discursar pela primeira vez na viagem que faz esta semana a Nova York, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (19) que a saúde da mulher é prioridade de seu governo. Acrescentou que está fortemente empenhada na redução de problemas que afetam esse segmento da população, como o câncer de mama e o de colo de útero, além da mortalidade infantil.

Ela citou medidas que estão sendo adotadas para reduzir esses problemas. “Estamos facilitando o acesso aos exames preventivos, melhorando a qualidade das mamografias e ampliando o tratamento para as vítimas de câncer”, disse em discurso na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas não Transmissíveis, da Organização da Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Dilma ressaltou que a defesa do acesso a medicamentos e a promoção e prevenção à saúde devem caminhar juntas. Ela citou dados que mostram que no Brasil 72% das causas não violentas de óbito entre pessoas com menos de 70 anos ocorrem em função das chamadas crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes e câncer. Lembrou que uma das primeira medidas de seu governo foi garantir o acesso gratuito a medicamentos para diabetes e hipertensão.

“O Brasil defende o acesso aos medicamentos como parte do direito humano à saúde. Sabemos que é elemento estratégico para a inclusão social, a busca da equidade e o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde”, explicou.

A presidenta ressaltou que o Brasil está intensificando o combate aos fatores de risco com maior influência no aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis como o tabagismo, o uso abusivo de álcool, a inatividade física e a alimentação não saudável. “Outra iniciativa do meu governo foi a assinatura de acordos com a indústria alimentar para a eliminação das gorduras trans e a redução do sódio. Queremos avançar ainda mais no combate ao tabagismo, com a implementação plena dos artigos da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco”.

Dilma disse esperar que as discussões na ONU produzam passos decisivos na redução das doenças crônicas não transmissíveis, sobretudo entre a parcela mais pobre da população. “A incidência desproporcional dessas doenças entre os mais pobres demonstra a necessidade de repostas integrais aos nossos problemas. É fundamental que haja coordenação entre as políticas de saúde e aquelas destinadas a lidar com os determinantes socioeconômicos dessas enfermidades”, concluiu.

Na parte da tarde, Dilma se reúne com Michelle Bachellet, ex-presidenta do Chile e chefe da agência da Organização das Nações Unidas para a Mulher. Em pauta, os esforços conjuntos que podem ser desenvolvidos para incentivar a participação das mulheres em ações políticas e institucionais no mundo.

Fonte: Agência Brasil / Yara Aquino / Edição: Graça Adjuto

Tudo muito legal. Dilma é uma mulher e tanto. Mas aí eu pergunto: e a ENDOMETRIOSE, cara Presidenta? Como o poder público está informando pré-adolescentes em início de vida menstrual sobre a existência dessa doença? Que tipo de orientação tem sido dada em postos de saúde e escolas? E os medicamentos para tratamento? Que estados fornecem gratuitamente? Há injeções que custam mais de R$ 500 uma ampola. O SUS já banca a cirurgia, mas e depois? E o psicológico afetado? E a infertilidade gerada? E a mulher que não pode esperar 2 anos na fila do SUS para fazer uma FIV, por risco de não ter mais óvulos até lá?
Endometriose é assim: muitas perguntas e muito pouca informação.