Endometriose é uma doença ainda sem muitas explicações. Em minha primeira pesquisa no Google, depois te ter sido pega com as calças na mão, literalmente, numa ultrassonografia de rotina, me deparei com um site de alguma instituição médica, cujo título era "Endometriose: a doença da mulher infértil".
Acontece que não é bem por aí. Há mulheres que tiveram filhos antes e depois de descobrirem ter endometriose. Há mulheres que tem focos leves, que não chegam a impedir a gravidez. E há muitas mulheres que são inférteis sem ter a doença.
O fato é que, a cada ano, aumenta o número de mulheres endo (denominação estranhamente dada a quem tem endometriose). O estilo de vida? O nível de estresse? Herança genética? Ausência de gravidez e, por consequência, muitos anos menstruando sem parar? Tudo pode ser. A medicina ainda não sabe. Abaixo, uma definição bem honesta, de um site felizmente localizado, hoje, no topo do resultado de pesquisa do Google.
Misteriosa, inexplicável, imprevisível. Exige tratamento cuidadoso e atenção contínua. Enfim, diria Freud, uma doença que traduz a difícil natureza feminina.
Acredita-se que atualmente cerca de sete milhões de mulheres no Brasil sofram de Endometriose, considerada uma das doenças mais comuns que atingem a mulher em idade reprodutiva.
É denominada atualmente "a doença da mulher moderna", confirmando o padrão da mulher atual que tem menos filhos, engravida mais tarde e, principalmente, que é submetida constantemente à um maior nível de estresse.
No entanto, o desconhecimento é o maior inimigo das mulheres portadoras de Endometriose. Muitas delas não percebem que sintomas, como a dor menstrual ou a dificuldade para engravidar, possam estar relacionados à doença e passam a conviver harmoniozamente com ela, que por ser progressiva e agressiva, acaba se agravando.
Conheça a endometriose! A suspeita de sua presença é a principal forma de se previnir os efeitos a longo prazo e indesejáveis desta doença.
Fonte: Site do Centro de Endometriose de São Paulo (www.endometriosesp.com.br)
