segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Depois que casar passa?

Um bom começo de semana para esse blog. O debate sobre endometriose já chegou ao rádio, mídia mais popular que a televisão. E, melhor ainda, chegou à Rádio Globo, uma rádio popular e de grande alcance.

Ouça por aqui.

O curioso: em um determinado momento da entrevista, o médico da Unifesp diz que antigamente costumava-se dizer que a mulher só tinha cólicas até o casamento. Algumas avós costumavam dizer "Cólicas? Ah, depois que casar passa!" Não foi o caso da minha avó, ainda bem, até mesmo porque era uma mulher à frente de seu tempo, contra o casamento como principal objetivo de vida da mulher.

A lógica desse reciocínio era de que, após iniciada a vida sexual da mulher, as cólicas sumiriam. Se ainda assim não sumissem, após a primeira gravidez seria batata!

Pois bem, eu ouvi isso de uma ginecologista que tive em Vila Isabel, Rio de Janeiro, em 2005 e 2006: "Cólicas fortes? Ah, que nada. É porque você ainda não teve filhos. Depois que tiver vai passar."

E aqui estou eu, com quase 36 anos, sem filho, sem trompa, sem uma parte do intestino e quase sem reserva ovariana. Com a  triste lembrança de ter ouvido esse absurdo de uma médica e com a infeliz consciência de que, já com endometriose naquela época, muita coisa poderia ter sido evitada se a doença tivesse sido diagnosticada.










quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Deixar para engravidar depois dos 30 anos pode causar problemas de infertilidade

Está comprovado por dados preliminares do Censo. O aumento de mulheres com problemas de infertilidade pode estar diretamente ligado ao hábito moderno de postergar os planos de maternidade para depois dos 30 anos.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que as brasileiras estão tendo menos filhos, em nome de realização profissional. Porém o preço a pagar é alto: problemas de saúde que impedem a gravidez tardia. A solução acaba sendo a reprodução assistida, tema da edição do programa Mais Você, da TV Globo, que foi ao ar dia 11/11.

No Censo 2000, mulheres de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos eram as que engravidavam mais (8,8% e 29,3% da fecundidade entre todas as idades). Agora, mulheres dessas mesma faixas etárias estão com 17,7% e 27% do total. Já as balzacas, mulheres de 30 anos de idade, cresceram na participação, passando de 27,6% para 31,3%, entre o Censo 2000 e o Censo 2010.

E são essas as mulheres que correm o risco de desenvolver endometriose, já diagnosticada em 50% das que estão em idade fértil, segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Ginecológica e Endometriose.

E atenção: diabetes, estilo de vida estressante, hipertensão e surgimento de miomas são outros problemas que podem dificultar a gestação em mulheres maduras.

DICA DO BLOG: Se algum dia você quer ser mãe, adiante-se. O universo consumista prega que você deve comprar tudo (carro, casa, viagens, prazer, poder, estatus e ascensão profissional) antes de gerar uma vida. Só esqueceram de programar o seu corpo para esperar. E o que você vai levar dessa vida? A experiência da maternidade provavelmente não tem preço. Conviver com a infertilidade dói. Pense nisso.

Fonte: SRZD

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mestranda tenta decodificar genes de mulheres-endo

Bom dia e boas notícias!

Em primeiro lugar, saiu o resultado do Hormônio Anti-Mülleriano: 0,27. Eu tinha escrito errado aqui o resultado anterior. Era 0,26. Ou seja, após a cirurgia, o improvável - uma leve, porém significativa, evolução na reserva ovariana.

Agora é partir pra Fertilização em Vitro, a FIV.

Alguém tem uma boa sugestão de FIV gratuita em São Paulo?

Outra boa notícia está no Jornal do Grande ABC de hoje, dia 16/11.
Veja:

Grande ABC tem 2.760 projetos de pesquisa
Por Angela Martins - Diário do Grande ABC

Sete das maiores universidades da região mantêm atualmente 2.760 projetos de pesquisa científica em andamento, em todas as áreas do conhecimento, como ciências biológicas, exatas e humanas. Importante polo de produção, o Grande ABC serve como celeiro de ideias inovadoras e que trazem novos olhares para indústria e sociedade.

"A demanda de projetos que vemos hoje nas universidades é muito grande e a possibilidade de crescimento dessa produção é alta", destaca o pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal do ABC, Klaus Werner Capelle. Com aproximadamente 1.000 pesquisas, a instituição preza pela liberdade na escolha de temas. "Entendemos que a melhor forma de liberar a criatividade dos nossos professores e alunos é impor o mínimo de restrições. Nossa ênfase é interdicisplinar e não se limita a uma área do conhecimento", explica.

A alta produção, no entanto, esbarra na falta de infraestrutura da UFABC. Com dois campi em construção, falta espaço físico para aumentar o volume de estudos. Apesar disso, o estímulo é para que novos projetos sejam iniciados. "Nossa universidade é a única do País que exige em edital a contratação exclusiva de professores com doutorado e perfil de pesquisador. Isso estimula os estudantes a se aventurar pelo campo da pesquisa.

(...)

No campo da pesquisa genética, a estudante de mestrado da FMABC Fernanda Abani Mafra, 23, busca decodificar os genes de mulheres portadoras de endometriose - doença ginecológica bastante agressiva, caracterizada pelo crescimento de endométrio fora da cavidade uterina - para melhorar o tratamento.

"Descobrimos que a telomerase, enzima localizada no final de cada cromossomo, se comporta como célula cancerígena nas mulheres com a doença. Esse mapeamento permitirá, por exemplo, descobrir quais mulheres que, se operadas, conseguirão gerar filhos sem a necessidade de inseminação artificial. Isso economizaria tempo e dinheiro dos cofres públicos", destaca.