Está comprovado por dados preliminares do Censo. O aumento de mulheres com problemas de infertilidade pode estar diretamente ligado ao hábito moderno de postergar os planos de maternidade para depois dos 30 anos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indica que as brasileiras estão tendo menos filhos, em nome de realização profissional. Porém o preço a pagar é alto: problemas de saúde que impedem a gravidez tardia. A solução acaba sendo a reprodução assistida, tema da edição do programa Mais Você, da TV Globo, que foi ao ar dia 11/11.
No Censo 2000, mulheres de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos eram as que engravidavam mais (8,8% e 29,3% da fecundidade entre todas as idades). Agora, mulheres dessas mesma faixas etárias estão com 17,7% e 27% do total. Já as balzacas, mulheres de 30 anos de idade, cresceram na participação, passando de 27,6% para 31,3%, entre o Censo 2000 e o Censo 2010.
E são essas as mulheres que correm o risco de desenvolver endometriose, já diagnosticada em 50% das que estão em idade fértil, segundo a Sociedade Brasileira de Endoscopia Ginecológica e Endometriose.
E atenção: diabetes, estilo de vida estressante, hipertensão e surgimento de miomas são outros problemas que podem dificultar a gestação em mulheres maduras.
DICA DO BLOG: Se algum dia você quer ser mãe, adiante-se. O universo consumista prega que você deve comprar tudo (carro, casa, viagens, prazer, poder, estatus e ascensão profissional) antes de gerar uma vida. Só esqueceram de programar o seu corpo para esperar. E o que você vai levar dessa vida? A experiência da maternidade provavelmente não tem preço. Conviver com a infertilidade dói. Pense nisso.
Fonte: SRZD
Uma amiga minha que é pediatra já havia me dito isso.
ResponderExcluirÉ o preço que pagamos para ter mais segurança profissional, maturidade e certeza da escolha de ser mãe.
Ainda não estou tentando, mas acho que vai ter valido a pena esperar.
Beijos
ter filhos cedo também não é fácil, acredite. Infelizmente, tenho amigas mto bem sucedidas que tiveram que parar de trabalhar, ou diminuir o ritmo imensamente em nome de cuidar de seus filhos da forma que achavam certa. Isso aconteceu comigo. Paradoxalmente, no entanto, todo mundo te cobra sucesso. E sucesso, hoje em dia, significa poder e dinheiro, e não ter uma família estruturada e filhos saudáveis mental e afetivamente. As mulheres estão numa situação mto difícil: temos metas iguais as dos homens, mas os preços que temos que pagar são absolutamente diferentes. Não tenho respostas, mas mtas perguntas!
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ResponderExcluirOlha, eu falo por mim. Minha prioridade sempre foi a maternidade, formar um ser humano, passar valores. Sei que muita gente tem carreira como foco e respeito. Mas acho também que as pessoas estão deixando de lado a essência humana em nome de coisas ditadas pela ética do capitalismo. E não consigo conversar com uma mulher que tenha chegado ao topo do sucesso profissional sem se arrepender de ter deixado de simplesmente viver.
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